A chegada de Hermano Pinto como CEO LATAM do Instituto Smart City Business America traz uma leitura clara do que o SCBA pode ser nos próximos anos. O Instituto continua sendo o lugar onde poder público e empresas se encontram para tratar de cidades. A mesa muda de dimensões, assim como o critério para decidir quem nela deve se sentar. A história e a rede construídas desde 2012 seguem com Leopoldo de Albuquerque, Fundador e Presidente Global. Para conhecer o novo CEO LATAM, leia a matéria sobre a trajetória de Hermano Pinto.
Um ecossistema maior, com ordem de entrada
Segurança, educação e saúde já fazem parte das conversas do SCBA há anos. A proposta agora é trazer setores que definem o dia a dia de uma cidade e que também atraem empregos e investimento: mobilidade urbana e transporte público, saneamento básico, logística e energia.
Essa ampliação vem aos poucos, com planejamento de longo prazo. Mobilidade e transporte aparecem como primeiros candidatos, porque reúnem um ecossistema grande de empresas, operadores e órgãos públicos. Saneamento é um mercado concentrado em poucos fornecedores e pode esperar a sua vez. Escolher a ordem evita abrir frentes demais ao mesmo tempo.
O que todos esses setores têm em comum
Transporte, saneamento, logística, saúde, educação e segurança podem parecer mundos separados, mas dependem das mesmas duas bases: a infraestrutura digital habilitada pela conectividade e a disponibilidade de energia. Um ônibus acompanhado em tempo real precisa de rede. Uma estação de tratamento precisa de energia estável. Por isso telecom e energia atravessam todas as frentes, e é nelas que o SCBA tende a concentrar a conversa técnica que serve a todos os setores.
Cidade inteligente é a que amplia a cidadania
O termo smart city parece batido por ter sido usado de forma pouco assertiva quanto à construção da nova cidadania, digital, abrangente e de redução de desigualdades sociais e regionais. O nome do Instituto não muda, mas o discurso passa a olhar para as cidades que ampliam a cidadania de quem mora nelas. É a mesma linha do tema da frente parlamentar do setor: cidades inteligentes, humanas e resilientes.
Em telecom, isso tem nome conhecido, cidadania digital. Emitir um documento pelo gov.br sem ir a um balcão. Avisar a prefeitura de um buraco na rua pelo celular e ver uma obra aprovada em menos tempo porque o processo saiu do papel. Vistos de fora, são ganhos pequenos. Para quem perdia uma manhã inteira numa fila, a diferença é enorme.
Quem compra e quem vende
O mercado de cidades inteligentes tem dois lados bem definidos. Quem compra é o poder público: prefeituras, governos estaduais, autarquias e estatais, às vezes empresas públicas que também vendem para outros órgãos, como Prodam e Prodesp. Quem vende é a iniciativa privada, em especial as empresas com divisões dedicadas a governo, que conhecem os mecanismos de licitação e as normas de contratação.
O poder público compra a partir de planos de governo e de mandatos. Por isso andam os projetos que respondem a uma necessidade concreta da população, os projetos de cidadania. O SCBA quer deixar esse encontro mais produtivo e atrair também investidores de outro perfil, interessados no impacto do capital privado sobre os serviços públicos.
Tecnologia não é só digital
Há muito barulho em torno de inteligência artificial, e o SCBA não vai tratar cidade inteligente como sinônimo de software. Processo e planejamento também são tecnologia. Uma rua aberta uma única vez, porque as concessionárias combinaram a obra antes, é resultado de planejamento urbano integrado. O pavimento de concreto permeável, que deixa a água da chuva infiltrar e ajuda a baixar a temperatura das ruas no verão, é tecnologia de material. Dar ao pequeno comércio acesso simples a ferramentas de TI também conta.
Muito além desta infraestrutura, há de se trabalhar na redução de barreiras econômicas para a população como um todo, incluindo programas de formação, letramento digital e capacitação para que os cidadãos utilizem a tecnologia com autonomia, segurança e consciência crítica.
O peso das cidades menores
As capitais concentram a atenção, mas muitas vezes é numa cidade menor que um projeto mostra mais resultado. Com estruturas enxutas, as secretarias conversam entre si com mais facilidade e a mudança chega mais rápido ao morador. Toledo, no Paraná, é um exemplo dessa integração.
Há casos de todos os tamanhos pelo país, do sistema de alerta da Defesa Civil na região de Belo Horizonte e Brumadinho ao Smart Sampa, na capital paulista, passando pela linha férrea turística na região das Missões, no Rio Grande do Sul.
Histórias reais, sem propaganda
Esses casos devem ganhar espaço no blog e nos canais do Instituto como reportagens: o problema da cidade, a solução adotada e o que mudou para a população. O fornecedor não é citado. Quem é do mercado reconhece o projeto, e o caminho natural é a empresa procurar o SCBA para levar a conversa adiante. O objetivo é dar visibilidade ao que funciona, para que outras cidades possam aproveitar a experiência.
Onde tudo isso se encontra
O SCB Nexus mantém essa articulação ao longo do ano, com fóruns temáticos, grupos de trabalho, comitês e reuniões estratégicas entre poder público e empresas. O ponto de encontro anual é o SCB-Con27, nos dias 22 e 23 de junho de 2027, no Expo Center Norte, em São Paulo, onde gestores públicos, empresas e investidores transformam essas conversas em projetos. Conheça a programação e a proposta do SCB-Con27.

